02 novembro, 2006

Como se desenvolve o raciocínio?


Segundo Piaget, o desenvolvimento do raciocínio se expressa em etapas:

- FASE SENSÓRIO MOTORA (0 A 2 ANOS)
Caracteriza-se por mecanismos sensório-motores, no contato com a realidade, com ausências de manipulações simbólicas. Este período é constituído por 6 estágios:
1. ESTÁGIO: a criança não diferencia o objeto das suas sensações; com relação ao tempo se confunde com as impressões de expectativas e de esforço, sem distinção entre o antes e o depois.
2. ESTÁGIO (1 a 4 meses) : é mais pré-imitativa do que imitativa.
3. ESTÁGIO: a criança é freqüentemente vista imitando sons e movimentos feitos por outras pessoas; procura um objeto fora de seu campo visual; no espaço próximo começa a perceber a si próprio (mão, braço, interagindo com os objetos) mas numa organização indiferenciada onde a ação e o objeto se confundem.
4. ESTÁGIO (8 a 12 meses): imita modelos novos; começa a procurar ativamente objetos ocultos; relaciona pela 1ª vez um objeto como meio (que ocorre antes) de um fato que é fim (ocorre depois).
5. ESTÁGIO (1 ano a 1 ano e 6 meses): além de repetir e variar uma ação, ela complica pelo prazer de fazê-lo; aprende a procurar o objeto no local em que foi visto pela última vez; possui uma capacidade maior de seriar os próprios acontecimentos.
6. ESTÁGIO: (18 meses em diante): é capaz de fingir e fazer de conta; imagina, independente das suas ações uma série de objetos concretos que existe permanentemente no espaço; é capaz de controlar seus movimentos no espaço; possui organização ordenada de acontecimentos relacionados com ações.

- FASE – PENSAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO
(2 A 7 ANOS)
Caracteriza-se pelo aparecimento acentuado das representações mentais, desenvolvendo as funções simbólicas. É dividido em dois estágios:
1º Subestágio – nível pré-operatório: a linguagem é um acompanhamento da ação, baseada em imagem.
2ª Subfase Intuitiva: caracteriza-se por um esforço considerável de adaptação à idéia de uma forma semi-simbólica de pensamento que é o raciocínio intuitivo, havendo uma exploração de vários traços do objeto, na busca de um todo, sendo que o erro é de ordem perceptiva. O progresso ocorre na medida em que o sujeito examina as configurações do conjunto, de maneira a relacionar duas dimensões, mas não amplia as suas conclusões sobre compensações e conservações porque ainda está muito presa às imagens perceptivas.

- FASE DE OPERAÇÕES CONCRETAS (7 AOS 11 ANOS)
Durante este período, as deficiências do período anterior são, em grande parte superadas. A criança adquire o conceito de conservação ou o princípio de invariância, por exemplo, se pegar uma mesma massa e transformá-la ora numa bola, ora numa salsicha, a quantidade não varia, simplesmente por ter mudado a forma. Além disso, a criança adquire o conceito de reversibilidade: no pensamento, as idéias podem ser retomadas, a situação original pode ser restaurada, as coisas transformadas podem voltar às suas origens. Possui capacidade de ordenar os objetos tendo em vista uma qualidade padrão, isto se dá porque consegue estabelecer relações. O mesmo processo se dá em relação a percepção espacial-temporal, isto é, todas as características de flexibilidade (reversibilidades) e constância de elementos aparecem na percepção de causa e efeito.

- FASE DE OPERAÇÕES FORMAIS (11 OU 12 ANOS)
Tem início na adolescência. O adolescente pode raciocinar dedutivamente, fazer hipóteses a respeito de soluções para o problema, pensar simultaneamente em várias hipóteses. É capaz de raciocínio científico e de lógica formal e pode aceitar a forma de um argumento, embora deixe de lado seu conteúdo concreto, de onde se origina o termo "operações formais". Considera leis gerais e se preocupa com o hipoteticamente possível e também com a realidade. Já não precisa limitar sua percepção a situações imediatas e ao concreto. O indivíduo que atingiu as operações formais tenta por à prova suas hipóteses, seja mentalmente ou através de experimentos reais. Finalmente o adolescente perceberá o outro, entrará no processo afetivo ou imaginativo de forma mais flexível que anteriormente, usando nas suas interpretações e avaliações hipóteses mentais elaboradas ou mesmo criadas, tendo a capacidade de confrontá-las com a realidade.A criatividade atinge a maturidade em relação ao demais estágios. Há diferenciação nítida entre o EU e o objeto. Há uma valorização total no pensamento e uma desconsideração aos obstáculos práticos.

Fonte:
abrae

2 comentários:

Anice disse...

Olá, Sueli!!

Meus parabéns!!! Estás com tudo em dia, apenas falta a atividade 1 e 4 no fórum (PROA03) e o debate do filme (PROA07), além da nova atividade 2 do PROA10.

Qq dúvida qto a essas atividades, podes me enviar um email, ok?

BOM TRABALHO!!!

Um abraço, Anice.

Anônimo disse...

bom comeco