30 julho, 2010

Abertas inscrições para Olimpíada Brasileira de Robótica

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iG São Paulo
Estudantes do ensino médio de todo o País têm até o dia 27 de agosto para se inscrever na competição.
Estão abertas as inscrições para a quarta edição da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Podem participar alunos e professores do ensino médio, técnico ou normal, de escolas públicas ou privadas de todo o País.  As competições incluem provas teóricas, com resoluções de robótica, e práticas, com robôs construídos pelos competidores. As provas escritas serão baseadas em conteúdos da grade curricular do aluno de acordo com sua série.
As inscrições são gratuitas e o prazo de cadastro vai até 27 de agosto e a primeira etapa de provas será realizada em setembro, nas escolas participantes. Neste ano, a prova prática terá o tema 'Resgate', na qual cada escola e cada grupo luta para superar seus próprios limites. Nos últimos anos, o tema era "sumô de robôs". A mudança ocorreu pois a organização constatou que este tema atraía mais meninos do que meninas.
A olimpíada premiará com certificados e medalhas alunos e professores e prevê ainda curso gratuito de robótica para os melhores classificados. As provas finais serão realizadas em outubro, no centro universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo (SP).
Os melhores do Brasil participam, em junho de 2011, da competição mundial da RoboCup Federation, em Istambul, na Turquia. A RoboCup Federation é uma das maiores associações mundiais relacionadas à pesquisa e divulgação da robótica.

Estudo da Unesco condena concentração da mídia

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via Marco Weissheimer by Marco Aurélio Weissheimer on 7/28/10


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lancou o estudo "Indicadores de desenvolvimento da mídia: marco para a avaliação do desenvolvimento dos meios de comunicação". Segundo o documento da Unesco, o Estado deve impedir a concentração indevida no setor de mídia e assegurar a pluralidade. "Os governos podem adotar regras para limitar a influência que um único grupo pode ter em um ou mais setores", diz o estudo. A organização afirma que os responsáveis pelas leis antimonopólio precisam atuar livres de pressões políticas. "As autoridades devem ter, por exemplo, o poder de desfazer operações de mídia em que a pluralidade está ameaçada", destaca.
O estudo recomenda ainda a divisão equitativa das frequências de rádio e televisão entre as emissoras públicas, privadas e comunitárias, e entre as estações nacionais, regionais e locais. Para a Unesco, a distribuição de concessões deve ser transparente e aberta ao público. "O processo deve ser supervisionado por órgão isento de interferência política ou interesses particulares", afirma.
A publicação ressalta ainda a importância de se preservar a independência editorial e o sigilo das fontes jornalísticas. Além disso, conforme o texto, é preciso averiguar se a população e as organizações da sociedade civil participam da formulação de políticas públicas relativas à mídia.
A Unesco recomenda que o Estado não imponha restrições legais injustificadas à mídia e que as leis sobre crimes contra com a honra (como a difamação) imponham restrições o mais específicas possível para proteger a reputação dos indivíduos. Segundo o documento, a mídia não pode estar sujeita à censura prévia – ou seja, qualquer violação às regras para o conteúdo da mídia deve ser punida apenas após sua publicação ou divulgação.
Além disso, o Estado não deve tentar bloquear ou filtrar conteúdo da internet considerado sensível ou prejudicial. "Os provedores, sites, blogs e empresas de mídia na internet não têm a obrigação de registrar-se em um órgão público ou obter uma permissão dele", informa.
Com relação ao sistema de rádio e televisão, a Unesco recomenda que haja às emissoras garantias legais de independência editorial contra interesses partidários e comerciais. O órgão regulador do setor também deve ser composto por integrantes escolhidos em processo transparente e democrático, e deve prestar contas à população.
Na terceira categoria de indicadores prevista no documento, a Unesco questiona se o conteúdo da mídia – seja ela pública, privada ou comunitária – reflete a diversidade de opiniões na sociedade, inclusive de grupos marginalizados. A UNESCO também considera essencial para o fortalecimento da democracia o desenvolvimento da mídia comunitária; a capacitação dos profissionais da área; e o avanço da infraestrutura de comunicação, para recepção da radiodifusão, acesso a telefones e à internet. As informações são da Agência Câmara.

Notas do Enem devem ser olhadas com cautela, dizem especialistas

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Priscilla Borges, iG Brasília
Como o exame é voluntário, muitos alunos deixam de participar. Há escolas que ficam sem notas e resultados podem ocultar problemas.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou por mudanças drásticas em 2009. O número de provas aumentou, mais conteúdos são cobrados e as notas são calculadas de uma nova maneira. Mas uma característica básica ele não perdeu: o caráter voluntário. Só participa do exame, o aluno que quer. A avaliação – ao contrário do que gostariam muitos especialistas – não é obrigatória para todos os jovens que concluem o ensino médio.  


Com isso, os resultados das escolas no exame, divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), geram dúvidas e polêmicas entre escolas e especialistas. Muitos criticam os rankings elaborados a partir das notas obtidas pelos estudantes de cada colégio. Os críticos argumentam que, sem a participação de todos os alunos das escolas, é impossível avaliá-las de fato.
Wanda Engel, presidente do Instituto Unibanco, ressalta que não é contra a avaliação do ensino oferecido nas escolas públicas e particulares do País. Ela defende a criação de um teste universal e obrigatório para o ensino básico. "Na verdade, estamos falando de avaliação de escolas, utilizando um instrumento que não é para isso. O Enem é um exame para o aluno, que é voluntário. Só fazem os que almejam ir para a universidade", diz.
A especialista ressalta um problema reconhecido até pelo presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), José Augusto de Mattos Lourenço. "As escolas podem incentivar que os melhores alunos façam as provas e desestimular os piores. Com isso, ela sai bem na foto. Precisaríamos de um teste universal e obrigatório. Enquanto não tivermos isso, os resultados são aproximações, não a realidade exata", afirma Wanda.
José Augusto concorda. Segundo ele, em 2008, apenas 23% dos alunos da rede particular fizeram o exame. "Não podemos achar que o ranking diz mesmo quem são as melhores escolas. O Enem não revela isso", opina. O próprio Inep recomenda cuidado ao analisar os dados.
Além da participação voluntária, o presidente do instituto, Joaquim José Soares Neto, afirma que a amostra pequena de participantes pode tornar a média pouco representativa da realidade de algumas escolas. "A sociedade se interessa por esse dado e é obrigação do estado mostrá-los à população", justifica a divulgação do Enem por escola.

Metodologias

Observando os dados do ranking, é possível notar o número de alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em cada escola e ainda saber quantos deles fizeram os testes. Se menos de dez alunos tiverem feito a redação, mas mais do que isso tiver respondido as provas objetivas, o Inep divulga as médias das provas objetivas, mas não há nota global disponível.
O iG elaborou o ranking apenas com as notas globais (provas objetivas e redação), para se ter uma avaliação mais completa. As escolas cuja taxa de participação – relação entre o número de matriculados no terceiro ano na escola e a quantidade de participantes no Enem – foi inferior a 2% e as escolas em que menos de dez participantes participaram do exame também estão fora da lista, pois não tiveram médias totais divulgadas. No ranking, foram consideradas somente as notas do ensino médio regular.
Neto lembra que, a partir do ano que vem, será possível comparar a evolução das escolas, por causa da nova metodologia escolhida para o Enem – a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Segundo ele, a TRI verifica a proficiência dos candidatos de forma comparável ao longo do tempo. "A TRI permite que as notas sejam colocadas em uma escala comparável", diz. No modelo antigo, isso não era possível.

19 julho, 2010

Receita de sucesso das campeãs no Enem

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Priscilla Borges, iG Brasília
Para especialistas, aulas em tempo integral, valorização dos professores e avaliação sistemática são práticas diferenciais
A receita de sucesso das três escolas que obtiveram os melhores desempenhos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, segundo elas mesmas, guarda semelhanças. Apesar de contextos regionais distintos – a primeira está em São Paulo, a segunda em Teresina (PI) e a terceira no Rio de Janeiro – os colégios desenvolvem muitas práticas comuns. Algumas delas consideradas pelos especialistas essenciais para uma boa educação. (Confira aqui o ranking completo das escolas no Enem)
O Vértice, escola da capital paulista que está no topo das melhores, o Instituto Dom Barreto, e o Colégio São Bento são privadas, oferecem poucas vagas a cada ano (no Vértice, por exemplo, são apenas 100 para todas as séries), selecionam bem os estudantes que entrarão na escola, se destacam nos resultados de muitos vestibulares. As coincidências continuam no fato de oferecem aulas em tempo integral (sete horas), valorizarem os profissionais que trabalham na escola e aplicarem inúmeras avaliações aos alunos.
Para os especialistas, os ganhos com a educação integral nessa etapa da educação básica é consenso. A coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Católica de Brasília (UCB Virtual), Olga Cristina Rocha, acredita que o tempo extra de aulas aumenta o aprendizado do adolescente. "O ensino integral faz toda a diferença se o aluno pode ter acesso, além dos conteúdos curriculares, à prática de esportes e a experiências que aumentem a cultura geral, estimulem a criatividade e o desenvolvimento de raciocínio lógico, talentos. É uma oportunidade de trabalhar o conhecimento integral do estudante", pondera.
César Callegari, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), diz que as atividades extracurriculares oferecidas na escola, integradas ao projeto político pedagógico do colégio, formam jovens mais capazes de enfrentar a realidade. "Não podemos oferecer uma única fonte de informações e conhecimento. Não podemos formar meninos prontos para os desafios do mundo de hoje, com um esquema escolar do século 19", afirma.
A valorização dos profissionais que trabalham na escola – sejam professores ou funcionários – também são reconhecidos como fundamentais por quem pesquisa e propõe mudanças na educação. As campeãs do ranking no Enem 2009 contam que incentivam a especialização dos professores, bancando cursos de mestrado e doutorado de interesse dos docentes. No Vértice, a regra também vale para os funcionários e os professores ganham, em média R$ 7 mil. No Dom Barreto, há ainda uma peculiaridade: ex-alunos professores têm preferência na contratação.
Callegari acredita que o investimento nos profissionais da educação é a chave para o sucesso do processo educacional. "Se você não tem o profissional reconhecido e estimulado, não consegue bons resultados", comenta.
Olga afirma que plano de carreira e formação continuada são fundamentais até para que o professor consiga estar preparado e engajado para oferecer educação de qualidade, conectando ferramentas novas e conhecimento.
"É muito legal contratar professores que tenham maior envolvimento com a escola. Mas como pensarmos em repetir essa boa prática nas escolas públicas se elas não têm autonomia para isso?", questiona Wanda Enge, presidente do Instituto Unibanco. Ela aproveita para criticar o ranqueamento das instituições por meio do Enem.
Avaliações recorrentes
Os coordenadores pedagógicos ou diretores dos colégios campeões ouvidos pelo iG contaram que os estudantes estão acostumados a fazer diferentes avaliações. Semanalmente, fazem provas e simulados. O que poderia ser um desgaste para o aluno, segundo elas, é solução. A explicação é simples: elas são corrigidas e discutidas com os alunos, que não acumulam dúvidas e não deixam conteúdos não-compreendidos para trás.
Wanda lembra que diferentes estudos já demonstraram que avaliações sistemáticas e retorno dos resultados aos alunos são muito eficientes para o processo de ensino e aprendizagem. "A avaliação contínua que dá ao jovem o feedback sobre o que ele precisa para ter promoção nos estudos é fundamental", garante.
Outro ponto levantado pelas escolas e apoiado pelos especialistas é a proximidade com a família. No Vértice, eles consideram a boa relação entre pais, professores, alunos e escola essencial para o sucesso dos estudantes. No Dom Barreto, os coordenadores ligam e conversam pessoalmente com os pais sobre o desempenho dos alunos.
De acordo com os coordenadores do São Bento, a evolução da maturidade e do relacionamento dos alunos com as outras pessoas da escola é feito de perto. A disciplina e o comportamento nas campeãs são valorizados também.
"A participação direta dos pais é extremamente positiva. Os pais não podem achar que escola é responsável exclusiva pela educação dos alunos. É importante que eles discutam com os colégios a educação que querem para os filhos no dia-a-dia, não em documentos", ressalta a pedagoga Olga Rocha.
Diferenças
Além das semelhanças citadas, os coordenadores das escolas top apontam o uso de recursos multimídia como corriqueiros nas salas de aulas dessas escolas e importantes para o bom desenvolvimento das aulas. Outros quesitos, no entanto, se divergem. No São Bento, o ensino religioso e a tradição (somente meninos podem estudar lá) são elencados como critérios diferenciais de qualidade de ensino.
No Vértice, o uso de apostilas adquiridas de outro sistema de ensino ao material próprio recebe elogios também. Em todas, a disputa pelas vagas é acirrada e a seleção, bem feita. No Vértice, a lista de espera por uma vaga é longa. Alguns passam por provas. Outros "experimentam" o colégio por um dia. O Dom Barreto abre apenas dez novas vagas por série a cada ano e há teste para entrar, assim como no São Bento.
Wanda Engel lembra que essa seleção explica muito os resultados dessas escolas. "Seja a seleção por testes ou socioeconômica por causa das mensalidades representam a escolha de um conjunto de crianças que, desde o pré-natal teve inúmeras oportunidades de desenvolvimento de suas potencialidades. As escolas produzem a partir do capital humano criado pelos pais", argumenta.
* Colaboraram Carolina Rocha, iG São Paulo, e Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro