16 setembro, 2008

Informação X Aprendizagem



Tornar a informação disponível não é suficiente para caracterizar o momento como sociedade da aprendizagem. Assim, como diz Rubem Alves, em seu artigo na Folha de São Paulo:

“Pensar não é apenas ter informações. Pensar é o que se faz com as informações. (…) Assim, ao se entupir de informações como o comilão que se entope de comida, o leitor se livra de pensar”. (…) “Ler, só ler é parar de pensar. É pensar os pensamentos dos outros. E quem fica o tempo todo pensando o pensamento dos outros, acaba desaprendendo a pensar seus próprios pensamentos”. (ALVES)

De uma certa forma, podemos dizer que todos nós, professores e alunos estamos sendo soterrados por uma enorme massa de informações, de forma que podemos algumas vezes confundir informação e conhecimento, informação e aprendizagem.

Moran (1998) nos diz que na informação os dados estão organizados dentro de uma lógica e de uma estrutura determinada, e que conhecimento é integrar esta informação no nosso paradigma, tornando-a significativa para nós, portanto, o conhecimento não se passa, se constrói. O conhecimento ocorre na seleção, comparação, avaliação, contextualização daquilo que é mais significativo.

Poderíamos entender a informação organizada como matéria prima da aprendizagem, uma vez que ao iniciarmos qualquer pesquisa partimos de uma informação pronta, inserimos novos fatos, outras experiências, interações, e assim transformamos aquela primeira informação em aprendizagem.

Neste processo, as tecnologias têm auxiliado muito, tanto na pesquisa, quanto na organização. Na Internet está cada vez mais fácil acharmos o queremos, mas também traz novos problemas:

__ O que pesquisar?

__ O que tem valor e o que deve ser descartado?

__ As informações são seguras?

Certamente poderemos elencar muitas outras preocupações, por exemplo, a leitura. Nossos alunos raramente lêem o texto todo, lêem apenas pequenos trechos, conseqüentemente não compreendem o assunto, e então muitas vezes “copiam e colam”.

Neste sentido, se a informação está tão fácil e acessível, o professor não poderá ser aquele que informa, mas sim aquele que assume o papel fundamental de mediador e organizador de processos. Segundo Moran (1998), ao professor caberá a nobre tarefa de ser além de um pesquisador juntamente com seus alunos, um articulador de aprendizagem, é o professor que proporcionará subsídios para que seus educandos transformem a informação em aprendizagem.

Um comentário:

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