01 outubro, 2010

Escritor apresenta 25 "grandes mistérios da humanidade"

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Paul Aron investiga fenômenos intrigantes da humanidade

Escritor apresenta 25 "grandes mistérios da humanidade"


Divulgação
Paul Aron investiga acontecimentos intrigantes da humanidade
Por que os faraós construíram as pirâmides? O que são as linhas de Nazca? Por que a civilização maia chegou ao fim? Seria possível salvar o Titanic? Algumas dessas perguntas estão sempre no ar. Elas mantêm acesa a curiosidade e o fascínio em torno de algumas das mais incríveis histórias da civilização humana. O escritor e jornalista Paul Aron investigou a fundo 25 desses fatos históricos e coloca mais lenha na fogueira no livro "Mistérios da História - uma investigação sobre os acontecimentos mais intrigantes de todos os tempos" (Manole). Sobre as pirâmides, esse "detetive da história" diz que o fato de nunca ter sido encontrado um faraó em seu túmulo gerou inúmeras teorias. Uma das hipóteses foi levantada pelo físico Kurt Mendelssohn. Em 1974, ele afirmou que as pirâmides eram projetos urbanísticos e não túmulos. Segundo Mendelssohn, o objetivo era criar uma identidade nacional egípcia para um conjunto de tribos dispersas. Isso explicaria a existência de mais de uma pirâmide para alguns faraós. Um dos grandes construtores do Egito, o faraó Snerfu, mandou erguer três delas. Leia mais (23/09/2010 - 19h19)

19 setembro, 2010

Por que a escola não pode ser assim? Divertida e Interessante

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via Caldeirão de Ideias by robsongarciafreire@gmail.com (Robson Freire) on 9/12/10


Olá Amigos

Vi esses vídeos na internet e eu adorei, pois eles trazem um conceito que eu acho e que pode mudar o jeito de ensinar e aprender. O principal objetivo é tornar o aprendizado prazeroso e divertido. Vi também algumas coisas do Francesco Tonucci, como essas ilustrações que remetem ao que tenho debatido e pregado por aqui, sobre a escola ser um espaço livre e prazeroso.

Legal demais as imagens do Frato (codinome do Francesco Tonucci).

Os vídeos fazem parte do projeto da Wolkswagen intitulado The Fun Theory , dedicado ao pensamento de que algo tão simples quanto divertido é a maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor. Seja para si mesmo, para o ambiente, ou para algo completamente diferente, a única coisa que importa é mudar para melhor.

Resumindo ele prega que as pessoas façam as mesmas coisas que as vezes deixam de fazer, por apenas terem ficado mais divertidas. Quando se faz com prazer (tesão mesmo) tudo fica melhor, mais divertido, mais gostoso. É uma escola deve ser um lugar prazeroso. O aluno deve sim gostar de estudar, pois gostar de ir a escola ele gosta. A escola hoje é um Orkut real onde eles encontram a maioria dos seus contatos de redes sociais.

Agora então veja os vídeos:




Muito legal os vídeos e principalmente o conceito.

Mas como tornaríamos a escola esse lugar divertido?

Menos conteúdos, mais interação, mais TICs, mais coração e principalmente um lugar onde o aluno REALMENTE se sinta parte dele.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

19 agosto, 2010

Pense nisso e reflita



via Caldeirão de Ideias de robsongarciafreire@gmail.com (Robson Freire) em 07/08/10


"Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender"

16 agosto, 2010

A Ciência na Escola

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via Educação a Distância by Ana on 7/31/10


De tempos em tempos aparece um cientista pop, uma espécie de Professor Pardal com uma incrível capacidade de atrair corações e mentes. Em meados dos anos 1980, Carl Sagan era a grande referência, nos anos 1990 apareceu o Stephen Hawking e sua breve história do tempo e, atualmente, a estrela da hora é Michio Kaku. Eu poderia incluir o nosso representante brasileiro, Marcelo Gleiser, mas não tenho certeza se ele se enquadra no perfil pop, assim como Sheldon Cooper - do seriado "The Big Bang Theory"- está fora do ranking por razões óbvias (apesar do episódio com seu debate sobre a teoria das cordas ter me esclarecido muito mais do que muitas palestras sobre o tema). Todos eles escreveram livros tentando tornar a ciência mais "acessível" ao grande público, deram entrevistas em programas de televisão e saíram com frequência em jornais e revistas. A entrevista do renomado físico popstar Kaku traz algumas questões interessantes sobre o que é a ciência, sobre a necessidade de sua permanente divulgação e os seus benefícios para a humanidade. Kaku é categórico ao afirmar (ainda que exageradamente) que a ciência é a única fonte de progresso e das melhorias para a humanidade. Embora eu discorde da neutralidade da ciência e sua capacidade de mudar o mundo sempre de forma positiva, estou de acordo que ela precisa ser acessível. Isso significa que a ciência tem que fazer parte da Educação Básica, o objetivo no ensino das disciplinas da grade curricular deveria ser a sistematização do conhecimento e a construção do pensamento científico. Quando eu estava escrevendo a minha dissertação, eu usava o verbo "achar" a torto e a direito até que um dia o meu orientador me disse: ou você tem certeza e afirma, ou vai embora! Ora, eu passei todo Ensino Fundamental, o Ensino Médio, a Graduação e uma Especialização sem que nenhum professor me corrigisse. Eu "achava" e ganhava dez, quase sempre... Poderíamos pensar que hoje é diferente, afinal os tempos mudaram. Mudaram mesmo, porque os professores continuam repetindo mecanicamente os livros didáticos e não dão conta do volume de informação (muitas equivocadas) que os alunos trazem em suas pesquisas no mundo virtual. Não se consegue sistematizar o volume de informações, as informações não são transformadas em conhecimento e metodologia parece o nome de uma doença de pele que ninguém sabe bem como curar. Enquanto isso, na minha cidade natal, os gestores públicos estão colocando técnicos dentro das salas de aula com cronômetros (deve ser para calcular em quanto tempo eles vão f* de vez com a educação). Kaku está certo, é preciso difundir a ciência para os leigos, mas seria bem melhor se ela fosse propagada ainda na Educação Básica. Aí sim, poderíamos produzir ciência e cientistas.


30 julho, 2010

Abertas inscrições para Olimpíada Brasileira de Robótica

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iG São Paulo
Estudantes do ensino médio de todo o País têm até o dia 27 de agosto para se inscrever na competição.
Estão abertas as inscrições para a quarta edição da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Podem participar alunos e professores do ensino médio, técnico ou normal, de escolas públicas ou privadas de todo o País.  As competições incluem provas teóricas, com resoluções de robótica, e práticas, com robôs construídos pelos competidores. As provas escritas serão baseadas em conteúdos da grade curricular do aluno de acordo com sua série.
As inscrições são gratuitas e o prazo de cadastro vai até 27 de agosto e a primeira etapa de provas será realizada em setembro, nas escolas participantes. Neste ano, a prova prática terá o tema 'Resgate', na qual cada escola e cada grupo luta para superar seus próprios limites. Nos últimos anos, o tema era "sumô de robôs". A mudança ocorreu pois a organização constatou que este tema atraía mais meninos do que meninas.
A olimpíada premiará com certificados e medalhas alunos e professores e prevê ainda curso gratuito de robótica para os melhores classificados. As provas finais serão realizadas em outubro, no centro universitário da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo (SP).
Os melhores do Brasil participam, em junho de 2011, da competição mundial da RoboCup Federation, em Istambul, na Turquia. A RoboCup Federation é uma das maiores associações mundiais relacionadas à pesquisa e divulgação da robótica.

Notas do Enem devem ser olhadas com cautela, dizem especialistas

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Priscilla Borges, iG Brasília
Como o exame é voluntário, muitos alunos deixam de participar. Há escolas que ficam sem notas e resultados podem ocultar problemas.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) passou por mudanças drásticas em 2009. O número de provas aumentou, mais conteúdos são cobrados e as notas são calculadas de uma nova maneira. Mas uma característica básica ele não perdeu: o caráter voluntário. Só participa do exame, o aluno que quer. A avaliação – ao contrário do que gostariam muitos especialistas – não é obrigatória para todos os jovens que concluem o ensino médio.  


Com isso, os resultados das escolas no exame, divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), geram dúvidas e polêmicas entre escolas e especialistas. Muitos criticam os rankings elaborados a partir das notas obtidas pelos estudantes de cada colégio. Os críticos argumentam que, sem a participação de todos os alunos das escolas, é impossível avaliá-las de fato.
Wanda Engel, presidente do Instituto Unibanco, ressalta que não é contra a avaliação do ensino oferecido nas escolas públicas e particulares do País. Ela defende a criação de um teste universal e obrigatório para o ensino básico. "Na verdade, estamos falando de avaliação de escolas, utilizando um instrumento que não é para isso. O Enem é um exame para o aluno, que é voluntário. Só fazem os que almejam ir para a universidade", diz.
A especialista ressalta um problema reconhecido até pelo presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), José Augusto de Mattos Lourenço. "As escolas podem incentivar que os melhores alunos façam as provas e desestimular os piores. Com isso, ela sai bem na foto. Precisaríamos de um teste universal e obrigatório. Enquanto não tivermos isso, os resultados são aproximações, não a realidade exata", afirma Wanda.
José Augusto concorda. Segundo ele, em 2008, apenas 23% dos alunos da rede particular fizeram o exame. "Não podemos achar que o ranking diz mesmo quem são as melhores escolas. O Enem não revela isso", opina. O próprio Inep recomenda cuidado ao analisar os dados.
Além da participação voluntária, o presidente do instituto, Joaquim José Soares Neto, afirma que a amostra pequena de participantes pode tornar a média pouco representativa da realidade de algumas escolas. "A sociedade se interessa por esse dado e é obrigação do estado mostrá-los à população", justifica a divulgação do Enem por escola.

Metodologias

Observando os dados do ranking, é possível notar o número de alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em cada escola e ainda saber quantos deles fizeram os testes. Se menos de dez alunos tiverem feito a redação, mas mais do que isso tiver respondido as provas objetivas, o Inep divulga as médias das provas objetivas, mas não há nota global disponível.
O iG elaborou o ranking apenas com as notas globais (provas objetivas e redação), para se ter uma avaliação mais completa. As escolas cuja taxa de participação – relação entre o número de matriculados no terceiro ano na escola e a quantidade de participantes no Enem – foi inferior a 2% e as escolas em que menos de dez participantes participaram do exame também estão fora da lista, pois não tiveram médias totais divulgadas. No ranking, foram consideradas somente as notas do ensino médio regular.
Neto lembra que, a partir do ano que vem, será possível comparar a evolução das escolas, por causa da nova metodologia escolhida para o Enem – a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Segundo ele, a TRI verifica a proficiência dos candidatos de forma comparável ao longo do tempo. "A TRI permite que as notas sejam colocadas em uma escala comparável", diz. No modelo antigo, isso não era possível.

19 julho, 2010

Receita de sucesso das campeãs no Enem

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Priscilla Borges, iG Brasília
Para especialistas, aulas em tempo integral, valorização dos professores e avaliação sistemática são práticas diferenciais
A receita de sucesso das três escolas que obtiveram os melhores desempenhos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, segundo elas mesmas, guarda semelhanças. Apesar de contextos regionais distintos – a primeira está em São Paulo, a segunda em Teresina (PI) e a terceira no Rio de Janeiro – os colégios desenvolvem muitas práticas comuns. Algumas delas consideradas pelos especialistas essenciais para uma boa educação. (Confira aqui o ranking completo das escolas no Enem)
O Vértice, escola da capital paulista que está no topo das melhores, o Instituto Dom Barreto, e o Colégio São Bento são privadas, oferecem poucas vagas a cada ano (no Vértice, por exemplo, são apenas 100 para todas as séries), selecionam bem os estudantes que entrarão na escola, se destacam nos resultados de muitos vestibulares. As coincidências continuam no fato de oferecem aulas em tempo integral (sete horas), valorizarem os profissionais que trabalham na escola e aplicarem inúmeras avaliações aos alunos.
Para os especialistas, os ganhos com a educação integral nessa etapa da educação básica é consenso. A coordenadora do curso de pedagogia da Universidade Católica de Brasília (UCB Virtual), Olga Cristina Rocha, acredita que o tempo extra de aulas aumenta o aprendizado do adolescente. "O ensino integral faz toda a diferença se o aluno pode ter acesso, além dos conteúdos curriculares, à prática de esportes e a experiências que aumentem a cultura geral, estimulem a criatividade e o desenvolvimento de raciocínio lógico, talentos. É uma oportunidade de trabalhar o conhecimento integral do estudante", pondera.
César Callegari, integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), diz que as atividades extracurriculares oferecidas na escola, integradas ao projeto político pedagógico do colégio, formam jovens mais capazes de enfrentar a realidade. "Não podemos oferecer uma única fonte de informações e conhecimento. Não podemos formar meninos prontos para os desafios do mundo de hoje, com um esquema escolar do século 19", afirma.
A valorização dos profissionais que trabalham na escola – sejam professores ou funcionários – também são reconhecidos como fundamentais por quem pesquisa e propõe mudanças na educação. As campeãs do ranking no Enem 2009 contam que incentivam a especialização dos professores, bancando cursos de mestrado e doutorado de interesse dos docentes. No Vértice, a regra também vale para os funcionários e os professores ganham, em média R$ 7 mil. No Dom Barreto, há ainda uma peculiaridade: ex-alunos professores têm preferência na contratação.
Callegari acredita que o investimento nos profissionais da educação é a chave para o sucesso do processo educacional. "Se você não tem o profissional reconhecido e estimulado, não consegue bons resultados", comenta.
Olga afirma que plano de carreira e formação continuada são fundamentais até para que o professor consiga estar preparado e engajado para oferecer educação de qualidade, conectando ferramentas novas e conhecimento.
"É muito legal contratar professores que tenham maior envolvimento com a escola. Mas como pensarmos em repetir essa boa prática nas escolas públicas se elas não têm autonomia para isso?", questiona Wanda Enge, presidente do Instituto Unibanco. Ela aproveita para criticar o ranqueamento das instituições por meio do Enem.
Avaliações recorrentes
Os coordenadores pedagógicos ou diretores dos colégios campeões ouvidos pelo iG contaram que os estudantes estão acostumados a fazer diferentes avaliações. Semanalmente, fazem provas e simulados. O que poderia ser um desgaste para o aluno, segundo elas, é solução. A explicação é simples: elas são corrigidas e discutidas com os alunos, que não acumulam dúvidas e não deixam conteúdos não-compreendidos para trás.
Wanda lembra que diferentes estudos já demonstraram que avaliações sistemáticas e retorno dos resultados aos alunos são muito eficientes para o processo de ensino e aprendizagem. "A avaliação contínua que dá ao jovem o feedback sobre o que ele precisa para ter promoção nos estudos é fundamental", garante.
Outro ponto levantado pelas escolas e apoiado pelos especialistas é a proximidade com a família. No Vértice, eles consideram a boa relação entre pais, professores, alunos e escola essencial para o sucesso dos estudantes. No Dom Barreto, os coordenadores ligam e conversam pessoalmente com os pais sobre o desempenho dos alunos.
De acordo com os coordenadores do São Bento, a evolução da maturidade e do relacionamento dos alunos com as outras pessoas da escola é feito de perto. A disciplina e o comportamento nas campeãs são valorizados também.
"A participação direta dos pais é extremamente positiva. Os pais não podem achar que escola é responsável exclusiva pela educação dos alunos. É importante que eles discutam com os colégios a educação que querem para os filhos no dia-a-dia, não em documentos", ressalta a pedagoga Olga Rocha.
Diferenças
Além das semelhanças citadas, os coordenadores das escolas top apontam o uso de recursos multimídia como corriqueiros nas salas de aulas dessas escolas e importantes para o bom desenvolvimento das aulas. Outros quesitos, no entanto, se divergem. No São Bento, o ensino religioso e a tradição (somente meninos podem estudar lá) são elencados como critérios diferenciais de qualidade de ensino.
No Vértice, o uso de apostilas adquiridas de outro sistema de ensino ao material próprio recebe elogios também. Em todas, a disputa pelas vagas é acirrada e a seleção, bem feita. No Vértice, a lista de espera por uma vaga é longa. Alguns passam por provas. Outros "experimentam" o colégio por um dia. O Dom Barreto abre apenas dez novas vagas por série a cada ano e há teste para entrar, assim como no São Bento.
Wanda Engel lembra que essa seleção explica muito os resultados dessas escolas. "Seja a seleção por testes ou socioeconômica por causa das mensalidades representam a escolha de um conjunto de crianças que, desde o pré-natal teve inúmeras oportunidades de desenvolvimento de suas potencialidades. As escolas produzem a partir do capital humano criado pelos pais", argumenta.
* Colaboraram Carolina Rocha, iG São Paulo, e Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro

20 junho, 2010

Professor X Inovação: uma batalha perdida?

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via Professor Digital by profjc on 6/9/10

Há duas décadas atrás havia uma pergunta bastante frequente quando se falava em computadores e novas tecnologias: "será que um dia os computadores vão substituir os professores?". Era o início da chegada dos computadores de forma massiva e, assim como ocorreu com o surgimento do rádio, e depois da televisão, do videocassete e tantas outras inovações, eram muitas as dúvidas sobre a possibilidade do professor perder a sua "função" e vir a ser substituído por uma dessas maquinetas. Mas uma coisa era tida como certa por quase todos: apesar das dúvidas, havia no fundo a certeza de que o professor jamais seria substituído por nenhuma máquina ou sistema tecnológico.
Estávamos errados! O tempo passou e, de fato, o professor daqueles tempos perdeu mesmo sua "função" para o computador e para as novas tecnologias de informação e comunicação que foram surgindo. Ainda temos professores nas escolas, e continuaremos a tê-los por muito tempo (pelo menos pelo tempo que durar a escola formal), mas a "função" que esse professor tinha há 20 anos atrás já amarelou e se apagou como as fotos antigas, e hoje já pode ser dispensada.
Alguns professores mudaram sua forma de atuação e "evoluíram junto com a sociedade", mas aquele professor cuja metodologia de hoje é a mesma de 20 anos atrás, esse já pode ser substituído pelos computadores com grande vantagem para o aluno e para a sociedade. Dito dessa forma pode até parecer cruel demais, ou mesmo um "exagero", mas essa é a dura realidade que vemos nas escolas reais.
Há 20 anos atrás a escola era essencialmente conteudista, propedêutica, excludente, hierárquica e mecanicista. O professor era uma figura adaptada a seu tempo, porque a escola de então tinha as mesmas características fundamentais da escola de quando ele, professor, esteve sentado em seus bancos, e de quando seus professores a frequentaram. Na verdade, a escola como instituição formal de ensino, e o professor, como figura central no processo de ensino e aprendizagem, tem mantida suas características principais desde que foi trazida da Europa pelos jesuítas, ainda no século XVI.
Eu aprendi a ser professor com os meus professores. Os meus professores aprenderam com os professores deles, que aprenderam com os professores deles, que aprenderam… E a regressão continua quase "ad infinitum". Professores não aprendem a ser professores apenas na universidade, em cursos de pedagogia ou licenciaturas, ou lendo "teorias educacionais". Professores aprendem a ser professores com todos os seus próprios professores, desde a primeira série escolar até o último ano da faculdade (ou da pós-graduação). Professores reproduzem não apenas conhecimentos curriculares, mas também técnicas, comportamentos, atitudes e ideologias que assimilaram durante sua formação. Professores são, essencialmente, réplicas ligeiramente modificadas de outros professores. E, se não fosse assim, como teriam se tornado em professores?
É certo que com o passar de muitos anos o professor vai adquirindo sua própria personalidade pedagógica, da mesma forma que adquire sua personalidade individual, em uma eterna luta para superar aquilo que ele mesmo julgava falho nos modelos de professores que ele teve quando era aluno. Mas, se por um lado essa é uma atitude consciente do professor que busca sua identidade própria, por outro, há milhares de comportamentos inconscientes que apenas reproduzem os modelos que ele teve durante sua própria formação. O professor que não toma consciência da necessidade de mudar sempre, este acaba não mudando quase nunca.
O que nós, professores, fazemos hoje de forma diferente da maneira como nossos professores fizeram a seu tempo? O que podemos julgar inovador, moderno, ajustado aos novos tempos e benéfico para nossos alunos? Quantos somos realmente "originais"? Nossos alunos são diferentes a cada ano, o mundo é diferente a cada novo dia, e nossa escola? E nós, professores?
A arquitetura dos prédios escolares, a disposição das salas de aula, o quadro negro (ou branco, ou verde, pouco importa), o giz, a caderneta, o caderno de anotações, as provas e a forma de avaliação, os conteúdos curriculares, a dinâmica das aulas, as cadeiras enfileiradas, a relação hierárquica com os alunos…. O que mudou na escola? O que mudou em nossas práticas pedagógicas, em relação aos nossos próprios professores?
Para alguns de nós, professores, há uma percepção clara de que muita coisa mudou. Mas mudou no mundo, não necessariamente em nós mesmos. Vemos uma escola complexa, alunos complexos, uma sociedade complexa, uma tecnologia complexa… Mas não nos vemos nessa complexidade. Nem sempre queremos ser parte dessa complexidade. Ainda pensamos "simples", de forma "linear", somos pautados por exemplos de pensar e agir que foram os únicos que tivemos. Então tudo nos parece estranho e complexo. Por isso tendemos a julgar que tudo piorou: porque não compreendemos, e porque tememos e desgostamos de tudo aquilo que não somos capazes de compreender.
É nesse contexto que "perdemos nossa função". A escola atual, os alunos atuais, o mundo atual e suas múltiplas complexidades já não precisam mais de um professor "simples", "linear" e limitado a reproduzir apenas aquilo que já foi reproduzido nele mesmo por seus próprios professores. Devemos muito aos nossos professores, sem dúvida, mas devemos mais ainda aos nossos alunos. Nossos professores estavam certos, ao tempo deles, e nossos alunos estão certos agora, no tempo que a eles pertence. O erro, que muitas vezes dói em nós ao ser percebido, a ponto de fazermos tudo para não percebê-lo, é que muitos de nós ainda lecionamos como nossos pais, avós e bisavós pedagógicos.
O computador e as novas tecnologias não poderão nunca substituir o professor como figura central do processo de ensino e aprendizagem, mas certamente já pode exercer a "função" que muitos professores exerciam há 20 anos atrás e que alguns de nós ainda tenta exercer hoje: "servir de depósito de informações". A internet é, com certeza, um repositório de informações e respostas prontas muito maior do que qualquer professor individualmente.
Se pudéssemos traduzir o pensamento que nossos alunos expressam em suas atitudes de pouco caso, desinteresse e mesmo de desilusão com a escola, estabelecendo um paralelo entre o que fomos, nós professores, e o que são eles, os nossos alunos de hoje, talvez encontrássemos algo como: "Já não precisamos de professores que apenas tragam as informações para nós, o Google é mais rápido e eficaz nessa função. Não precisamos mais de lousa, ou mesmo de livros, para apenas copiar textos e depois reproduzir em provas e trabalhos, pois um simples CTRL+C seguido de um CTRL+V faz isso por nós. Não podemos ficar 50 minutos oferecendo nossa atenção integral a um professor que faz um monólogo triste sobre um tema que não nos interessa; nós queremos mais ação, mais rapidez, mais objetividade, mais interatividade, mais mobilidade, mais socialização, mais desafios. Já não tememos vocês, professores, e não compreendemos o significado de 'hierarquia'; não queremos ficar enfileirados o tempo todo e nem presos às nossas cadeiras, ou trancados em nossas salas. Enfim, não queremos ser como vocês foram".
A opção pelo uso pedagógico dos computadores e das novas tecnologias não é, e jamais deve ser entendida como, simplesmente "uma nova maneira de maquiar velhas práticas educacionais", mas sim uma opção ideológica por romper com essas práticas. Não se pode pensar no uso das novas tecnologias sem pensarmos na mobilidade da informação, mas também, na mobilidade dos alunos. Não se pode pensar no uso dos computadores e da internet sem termos em mente que eles implicam em novas dinâmicas de aula, novas abordagens curriculares e novos currículos, novas práticas de ensino, uma nova didática e novas regras de convivência social no ambiente da escola.
As TICs não cabem no espaço pedagógico reduzido e pobre da velha escola, elas precisam de uma nova escola, de um novo professor. Talvez por isso seu uso tenha sido um fracasso em muitas escolas. As TICs e os alunos já vivem uma sinergia natural fora dos muros da escola; não se pode inseri-las na escola apenas como uma muleta para uma pedagogia capenga. A escola tornou-se uma ilha de exclusão, um museu pedagógico de velharias didáticas. E esta ilha está afundando rapidamente no meio do oceano das novas tecnologias, novas metodologias de aprendizagem e novas práticas didáticas.
O professor que atua hoje como atuava há 20 anos atrás já perdeu a batalha contra as "modernizações" e já pode ser considerado um dinossauro pedagógico em extinção. Tudo o que ele pode fazer por seus alunos é ensinar história: a história de como éramos quando o mundo era muito diferente do que é hoje e ainda mais diferente do que será quando seus alunos já estiverem fora da escola formal. Qualquer computador conectado à internet pode dar mais oportunidades de aprendizagem ao aluno atual do que esse professor.
A causa primeira que levou esse professor ultrapassado a perder a batalha que todos pensávamos ser imperdível, a ponto de poder ser substituído por máquinas que não pensam, não foi apenas o descaso para com as novas tecnologias digitais, a preguiça que o impediu de continuar aprendendo sempre, ou toda a lista de dificuldades que esse mesmo professor aponta como razões para seu fracasso. O que tornou esse professor ultrapassado foi a falta da modernização de sua tecnologia educacional. As TICs podem não ser a solução para os problemas desse professor, mas certamente são parte importante dos problemas que ele não soube enfrentar.

05 junho, 2010

Dia Mundial do Meio Ambiente é marcado por mudanças de atitude

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Práticas simples podem colaborar para a preservação do meio ambiente. Saiba o que você pode fazer para ajudar
O Dia Mundial do Meio Ambiente chegou e adotar ações que ajudem a natureza pode ser uma ótima maneira para comemorar a data. Ao menos é o que propõe a organização não-governamental IEEE Green Your World – Torne Verde o Seu Mundo – que convidou as pessoas a participarem de um desafio. (Veja fotos da comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente pelo mundo)
A ideia é convidar a população a se comprometer a fazer coisas simples, mas que podem trazer grandes benefícios ao meio ambiente. Conheça alguns exemplos de atitudes que estão ao alcance de qualquer pessoa:
- Substituir lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs),ou lâmpadas com diodos emissores de luz (LEDs);
- Encontrar um local de reciclagem de eletrônicos e descartar computadores, TVs e celulares antigos, de maneira ecologicamente consciente;
- Reduzir o consumo doméstico diário de água;
- Reflorestar sua comunidade, plantando árvores ou cultivando um jardim;
- Desligar da tomada os aparelhos eletrônicos que não estão sendo usados.
Apesar de a proposta da IEEE ter sido lançada na semana que antecede o Dia Mundial do Meio Ambiente, é importante que as novas atitudes sejam incorporadas no dia-a-dia de cada cidadão, como ressalta Sâmia Maria Talku-Tornisielo, engenheira ambiental do Centro de Estudos Ambientais da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Rio Claro. "A grande maioria do povo brasileiro ignora essas ações. Não quer mudar e acha que isso tudo é balela, mas é nítido que o planeta está passando por mudanças causadas, principalmente, pela ação do homem", afirma Sâmia.
De acordo com a engenheira ambiental, é preciso ter uma mudança de comportamento na população brasileira e dá dicas nesse sentido:
- Reuso de água: o que é despejado da máquina de lavar pode ser usado para lavar o quintal ou no vaso sanitário, ou qualquer grande descarte de água;
- A manutenção ou substituição de equipamentos - como sifões vazando, encanamentos antigos, entre outros -, pode garantir a economia de água;
- Diminuir o tempo de banho para economizar água, energia ou gás;
- Fechar a torneira ao lavar a louça e escovar os dentes;
- Fazer a captação da água da chuva e utilizá-la no vaso sanitário, para lavar quintais, regar as plantas e etc;
- Apagar as luzes em ambientes que não estão sendo usados;
- Diminuir a quantidade de detergente ao lava a louça;
- Adotar a bicicleta como meio de transporte, quando possível.
Para Sâmia é importante que haja também uma mudança na arquitetura das casas para que elas sejam mais bem iluminadas, ventiladas e aquecidas. "Muitas vezes temos que ficar com as luzes acesas durante o dia porque a luz do sol simplesmente não entra no ambiente. Ou usamos o ar condicionado quando abrir as janelas já bastaria para ventilar o local. Isso precisa mudar e assim conseguiremos usar a estrutura a nosso favor", explica.

Água: um bem escasso

Um dos recursos que mais podem ser afetados com o desequilíbrio ambiental é o fornecimento de água. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a Terra possui cerca de 1,4 bilhões de km3 de água, mas apenas 2,5% do total é formado por água doce - 35 milhões de km3.
Deste total, cerca de 24 milhões de km3, 70% do total de água doce do planeta, está em forma de gelo ou neve permanente em regiões montanhosas, no Ártico e na Antártida. Os 30% restantes são constituídos por águas subterrâneas (bacias rasas e profundas de até 2 mil metros, umidade do solo e águas de pântanos, o que representa cerca de 97% da água doce do planeta disponível para consumo humano.
Lagos de água doce e rios são responsáveis por 105 mil km dessa água, ou seja, 0,3%. O total de suprimentos de água doce utilizável pelo homem e outros ecossistemas gira em torno de 200 mil km3, menos de 1% dos recursos.
De acordo com Paulo Costa, diretor da H2C – consultoria especializada em projetos de implantação de programas de uso racional da água -, o Brasil detém 13% dos suprimentos de água doce do planeta. E a abundância dos recursos vem permitindo que a população gaste mais do que o recomendado. "No Brasil gasta-se entre 450 e 650 litros de água por dia por habitante, enquanto a média sugerida pela ONU é de 110 litros. As classes média alta e alta são as maiores responsáveis por esse consumo. Precisamos mudar e fazer com que o nosso País seja referência em preocupação com o meio ambiente e com a água. O brasileiro é irresponsável diante disso, ainda mais sendo o país que detém uma parte tão grande desse suprimento", afirma Costa.
Segundo o diretor, só cinco países do mundo consomem água dentro dos padrões da ONU. Alemanha, Bélgica, Hungria, República Tcheca e Portugal são modelos nesse quesito. A causa desta conscientização é a orientação. "A educação ambiental para alunos do ensino fundamental foi inserida na grade curricular desses países há uma geração, cerca de 25 anos. Hoje esses alunos são adultos e estão constituindo famílias com uma consciência diferente. Isso já faz toda a diferença no comportamento dessa população", explica.

02 junho, 2010

Disputa por manuscritos de pai da genética

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Descendentes de Mendel e mosteiro austríaco brigam por documentos de Mendel

Uma disputa eclodiu entre os descendentes do pai da genética, Gregor Mendel, e um mosteiro austríaco por causa de um dos manuscritos do cientista, noticiou um jornal austríaco nesta quarta-feira.

A família acusou a Ordem Augustiniana, em Viena, de pressionar o sobrinho-tataraneto de Mendel, padre Clemens, ele próprio um monge augustiniano, a entregar a eles o manuscrito, noticiou o jornal Die Presse em sua edição online.

O mosteiro vienense negou as acusações. "Não houve pressão", declarou ao jornal seu prior, padre Dominic.

Segundo ele, o manuscrito pertenceu por direito aos augustinianos, destacando que "Mendel foi um monge augustiniano e fez sua pesquisa como um monge augustiniano".

O padre Clemens, de 77 anos, salvaguardou o manuscrito, que tem quase 150 anos, e agora é "hora de devolvê-lo", acrescentou o padre.

Considerado o pai da genética, Mendel formulou as leis da hereditariedade, após estudar plantas no jardim do mosteiro austríaco em Brno, atualmente na República Tcheca, nas décadas de 1850 e 1860.

Seu trabalho é considerado quase tão importante quanto o estudo de Charles Darwin sobre as origens das espécies.

O manuscrito no centro da disputa, "Experimentos sobre a Hibridização de Plantas", do qual foram feitas 40 cópias, na verdade foi descartado por membros de seu mosteiro em 1911, mas foi resgatado por um professor.

Após desaparecer após a II Guerra Mundial, ressurgiu em 1988 em Praga e foi entregue ao padre Clemens, que concordou com familiares em trancá-lo no cofre de um banco em Stuttgart, Alemanha, onde vive.

O manuscrito deveria ter mudado de mãos em 11 de maio, mas a família alertou as autoridades alemãs, que agora investigam se poderia ser classificado como um bem cultural, o que poderia impedir sua exportação.

Até que a questão seja resolvida, o manuscrito ficará com um advogado em Stuttgart, segundo o jornal Die Presse.